Voltei a Portugal e voltei de Portugal.
As saudades já eram muitas. Afinal de contas não se trata só das pessoas, mas sim do que fazemos com elas, dos sítios do costume entre tantas outras coisas.
Foram apenas quatro dias, e o que fiz foi tentar aproveitá-los ao máximo, como se não estivesse lá por anos e só voltasse daqui a uns quantos também. Nem eu própria me fazia tão sentimentalista.
Dei por mim a pensar nas coisas mais mínimas que outrora eram banais, mas que as saudades fizeram com que as quisesse saborear com outra intensidade.
Apesar de ganhar duas amigas novas e músculo nos braços, foi bom, foi óptimo... e foi tempo de voltar à agora minha casa temporária, Barcelona.
De facto estou um pouco deprimida hoje, e acho que não é caso para menos.
Está sol, há festas em toda a parte e um espírito que admiro e me faz querer ficar, e eu Marta Frazão estou há dois dias de rabo no sofá a meter gelo e espalhar pomada. Aproveita-se para fazer um trabalho em atraso e para por as séries em dia.
As mães chegam hoje e esta semana vou portar-e bem. Nem podia fazer de outra forma, tenho cá a Raquel para me dar nas orelhas.
A minha mãe medrosa encheu-se cheia de coragem e veio ter com a filhota agora com mais motivação porque "temos de cuidar desse pé!".
Vou levá-la à Sagrada Família - que também ainda não visitei pois estava à espera da mãe - e quem sabe a um espectáculo de Sevilhanas. Tudo isto acompanhada pelas queridas muletas, uma chatisse!
É tempo de recuperar, aproveitar e trabalhar... Passaram-se já 3 meses e ainda tenho muito para ver e sentir, muito para escrever e deixar fluir.
Marta Frazão, modo coxa deprimida.
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