sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Queda mortal

Havia necessidade? Mas havia mesmo necessidade?
Isto já não me acontecia desde os tempos em que era uma atleta lesionada constantemente. Tinha mais pinta   torcer um pé a jogar à bola do que cair de cima de cadeira enquanto se anda a limpar o pó.
Mas que grande merda, e logo no dia em que tínhamos de fazer limpeza, e ir às compras.
Sim, compras... a um Mercadona a km de distancia da nossa residência. O que vale é que apareceu um "Catalan" que se auto-intitulou "Chino" que nos deu boleia.
Eu sei, eu sei... Parece um pouco arriscado, mas nas condições em que nos encontrávamos era tudo menos isso: sem banho tomado à 3 dias, com a roupa desde que cheguei, cabelo e cara nojenta, e nem uma pitada de maquilhagem , a coxear... Acho que nem um chino me queria nem para retirar os órgãos. Depois olhei para ele vi que tinha aliança. montes de peluches no carro e duas cadeiras de bebé. Pensei, "Hum, é boa pessoa e viu duas gajas à rasca carregadas que nem uns camelos" OU "é uma táctica muito utilizada de rapto". Eu estava me a borrifar sinceramente, preferia ser raptada do que andar aquilo tudo a pé.
Durante o caminho que ainda foi longo (nem imaginávamos o longo caminho que nos esperava) passavam pela minha mente 300 formas de o atacar e manter imóvel se tentasse fugir connosco (Muitos filmes de acção). Bem, não foi preciso, ficamos no metro, fizemos cerca de 30 paragens, andamos mais um pouco a pé e acabamos com os frascos de lixívia todos nesta casa.
De facto agora sinto-me muita mais confortável, mesmo com o pé neste estado!!


Com o pé dentro de uma bacia,
Ma

2 comentários: